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Em 1967 à 1968 comecei a dirigir meu trabalho, para uma relação de linguagem plástica à tecnologias industriais, assim como processos eletrônicos e computadorizados na obtenção de formas e suas correlações espaciais. É nesta época que produzo a série de esculturas rodantes com as quais participo de alguns salões oficiais e produzo algumas em séries para serem distribuídas como múltiplos. Nestas peças a função lúdica era importante, pois era minha intenção ter uma participação ativa do público, como se esta ação fosse o elemento orgânico que completava a composição estética. Neste trabalhos o fator tecnológico tinha o objetivo de, na procura de novos suportes e materiais levar a uma expressão que ultrapassasse o aspecto estético, mas com uma identificação contemporânea da relação arte/produção/público, onde a ação participativa era fundamental no contexto político social da época. Gilberto Salvador
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